Projeto Simplificação

O que é ?

O Projeto Simplificação é um canal formal para a apresentação de ideias pelos funcionários, no qual é estimulado a apresentar ideias isoladamente ou em grupo. A decisão quanto à aprovação e implantação das ideias, na maioria dos casos, é delegada ao pessoal de linha de frente. 

As premiações acontecem anualmente, e, seguindo o estilo japonês, os prêmios são (e sempre foram) simbólicos. No evento, o inventor explica a ideia e, solenemente, recebe o prêmio das mãos de um diretor, gerente ou coordenador.

O Projeto nasceu com as seguintes características:
  • Canal de comunicação em duplo sentido;
  • Demanda elevado envolvimento da alta direção e das chefias;
  • Não se baseia em estímulo monetário, mas na consciência de que é necessário fortalecer a empresa para atuar num ambiente sujeito a altas turbulências;
  • O próprio pessoal de linha aprova e implementa as ideias.

 

 

Histórico

A Brasilata, desde 1985, adotando o modelo de gestão baseado em técnicas japonesas de administração participativa, tem uma visão de longo prazo, na busca da melhoria contínua através de equipes que exercitam sua criatividade e inovação.

A empresa é reconhecida como uma das mais inovadoras no Brasil, graças ao Projeto Simplificação (sistema Brasilata de sugestões de melhoria), implantado em 1987, inspirado no "Sistema Toyota de Sugestões”.

Desde 1985, a Brasilata já contabilizou mais de um milhão de ideias, com um expressivo número de implantações bem sucedidas, gerando novos produtos, impactando positivamente no desenvolvimento e melhoria dos processos produtivos, no aprimoramento dos sistemas administrativos, e nas condições gerais de trabalho.

Esse modelo de gestão é a base dos seus processos de inovações em produto e processo, e tem feito com que a Brasilata ganhe praticamente todos os prêmios conferidos às empresas do setor, e, no entendimento da diretoria, o melhor prêmio é ter sido eleita desde o ano 2000, pelas revistas especializadas, como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, fato notável para uma metalúrgica.

 

 

Cronologia

 Nos primeiros dez anos do Projeto Simplificação (1987-96) o número de idéias era considerado pequeno, porém normal. Para efeito de apresentação, o número de idéias por funcionário  era multiplicado por 100, e assim dizia-se, por exemplo: nesta etapa foram enviadas x idéias por grupo de 100 funcionários.

Assim, no período de 1987 a 1996, o número máximo de idéias enviadas por inventor foi de 300 idéias, o que representava 0,31 idéia por funcionário/ano (31 por grupo de 100 funcionários).

Em 1997, a diretoria da Brasilata  relança com vigor o Projeto Simplificação, onde as celebrações passaram a ser marcadas fora do horário normal de trabalho, aos sábados e a criação da Supercopa. Nos anos de 1999 e 2000 a empresa praticamente atinge a meta de uma idéia por funcionário/ano

Em abril de 2001, o diretor-superintendente leu o artigo Flaherty (2001) relatando que a filial americana da empresa BIC com 686 funcionários tinha recebido no ano anterior, 2.999 sugestões, o que daria 4,4 por funcionário.Foi um choque para a diretoria a constatação de que o número de idéias por funcionário não era baixo apenas para os padrões japoneses.

Utilizando o instrumental da norma ISO 9.001, foi aberta uma ação preventiva, que deu origem a uma ação corretiva, voltada para eliminar as causas prováveis que fossem identificadas.

A Ação corretiva foi fechada em janeiro  de 2002 e uma meta de quatro idéias por funcionário foi estabelecida para aquele ano e os funcionários da Brasilata passaram a receber o tratamento de inventores.

O número de idéias continuou crescente, tendo atingido o patamar de 30 idéais por inventor ano até meados de 2005, quando ocorreu um novo grande salto.

O Grande Salto

Quando parecia ter se estabilizado nesse patamar (30 idéias por inventor/ano), um novo e grande salto começou a ser preparado a partir do segundo semestre de 2005. Assim, em 2007 o número de idéias atinge a marca anual de 102,867 mil e em 2010 205.536 mil, significando, 117,7 e 212,1 idéias anuais por inventor, respectivamente, números muito superiores a própria média japonesa, conforme a JHRA e o National Association of Suggestion System.

O Ajuste

Devido ao aumento expressivo de ideias muito simples e repetidas, em 2011 o Projeto Simplificação passou por adequações em sua metodologia, tendo como foco a diminuição do número de ideias repetidas. Foram recebidas 137,223 ideias, o que representa uma média de 150,1 enviadas por inventor ano.

Em 2012 atingiu a marca historica de 1 milhão de ideias. (veja as fotos)

Em 2013 foram recebidas 171,916 ideias, o que representa uma média de 170,4 ideias enviadas por Inventor por ano, um número elevado até mesmo para o padrão japonês.

 

 

Fatos Relevantes

O Projeto Simplificação inaugurou o movimento de envolvimento total dos funcionários, o qual viria a ser respaldado pela garantia de emprego estabelecida a partir de 1988. A política de não demissão é um dos pilares do Projeto Simplificação. Essa política despertou confiança entre os funcionários para que gerassem ideias, pois sabem que a empresa absorve as sobras temporárias de pessoal sem lançar mão de demissões.

Por outro lado, são comuns as ideias que eliminam os postos de trabalho. Em uma das muitas ideias premiadas, foi sugerida por duas funcionárias que eliminassem os seus próprios postos de trabalho. A explicação delas foi a de que estavam eliminando os postos de trabalho para aumentar o lucro da empresa, e, com isso, o valor a ser distribuído para todos. Como era esperado, essas funcionárias não foram demitidas, a ideia foi implementada, premiada, e a empresa encontrou novas funções para elas. A partir de tal data, ideias que reduzem o posto de trabalho se tornaram comuns.

Em 2001, apareceu a crise na geração de energia elétrica, popularmente conhecida como "síndrome do apagão”. O Projeto Simplificação foi acionado com o tema "redução de consumo de energia elétrica”. As ideias fluíram às centenas, sendo que algumas produziram efeitos permanentes e outras temporários. Somados os dois efeitos, a redução de energia chegou a 35% em poucas semanas, o que permitiu que a Brasilata vendesse no mercado sobras da quota de energia elétrica.

Atualmente, a Brasilata tem estimulado o envio de ideias que visam a economia, segurança, produtividade e redução de custo, seja ela em relação ao processo produtivo ou à forma de gestão.